Vamos começar direito, falando de coisas que valem a pena. E a última coisa que eu vi que digo que vale realmente a pena é Le Couperet, de Costa-Gravas. Não, eu nunca tinha visto porra nenhuma do tio Costa, e só cheguei até ele por vias muito tortas, as quais eu não me lembro agora. Logo, vou falar sobre o filme sem sem encher lingüiça.
É o seguinte: o camarada perde o emprego, e a coisa fica feia. Ele não se contenta em procurar um trabalho qualquer, o filho rouba softwares pra se divertir, e a mulher começa a dar pra outro. Homem que é homem nessas horas só pode tomar uma resolução: descobrir os principais concorrentes a vaga de trabalho que tanto sonha, e matar um a um. É o que o nosso protagonista faz.
Não tem como definir a atmosfera que o tio Costa cria. Comédia, drama, situações ao mesmo tempo absurdas e verossímeis, temas políticos e universais encarnados em situações cotidianas e muito muito muito humanas. Filme simples, câmera de uma leveza absurda, sem – ou quase sem, não lembro – efeitos visuais, e um trabalho de atores que não se vê por aí. Genial a atuação do nosso “herói” vivido por José Garcia, sem falar no seu par, Karin Viard, por quem devo admitir que de certa forma acabei me apaixonando.
O filme é de 2005, se chama O Corte aqui no Brasil. Corre atrás, e se não gostar vem aqui encarar que eu te encho de porrada.
